Michelle Mozarovska e os hábitos alimentares americanos

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on maio 28, 13 • por • com Sem Comentários

Michelle Mozarovska e os hábitos alimentares americanos

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Michelle Mozarovska é brasileira e desde 2007 foi conhecer os hábitos alimentares americanos. Brincadeirinha, ela foi para os Estados Unidos através do programa de Au Pair, morava na casa de uma família americana e cuidava das crianças deles. Por dois anos ela morou com a mesma família que, num primeiro momento tinha dois filhos, um com 3 anos e outro com 5 anos. O terceiro filho ainda estava por vir, portanto, ela cuidou dele desde que nasceu.

Hoje em dia ela faz faculdade, mora com algumas amigas e tem alguns outros trabalhos. Essa experiência com o Au Pair enriqueceu muito seu aprendizado sobre a cultura e os hábitos alimentares americanos.

Com toda essa super história – e por que ela é nossa amiga..rs – convidamos ela a responder algumas perguntas relacionadas aos hábitos alimentares americanos, e ela aceitou o convite (uhuuu). Leia abaixo o que ela nos contou:

Michelle Mozarovska e os hábitos alimentares americanos

Michelle e os hábitos alimentares americanos

ELEV: Michelle, nessa troca de país, você deve ter conhecido muita coisa nova, mas também deve sentir falta de muita coisa, inclusive de tipos de alimentos. Qual o alimento ou preparação típica brasileira que você mais sente falta?

Michelle Mozarovska: Sinto muita falta de arroz, feijão, e um bife acebolado. Nunca fui fã de feijão e bife mas hoje sinto muuuuuita falta. Eles têm muitos pratos bons para o jantar, mas você nunca vê eles comerem arroz e feijão juntos. O jantar é sempre composto por um “prato principal” (carne, frango ou peixe), os “sides” (batata assada, batata doce, brócolis, etc) e salada.

 

ELEV: E como é a sua alimentação no dia-a-dia?

MM: Eu particularmente adoro o café da manhã. Como waffles com margarina e “syrup” todo dia de manhã. Para beber, como não sou fã de café, tomo suco de laranja, que é muito comum entre os americanos nessa refeição.

No lanche da manhã, o famoso “snack” eu tomo um iogurte ou uma barra de cereal, algo simples e rápido. A maioria das crianças come “porcaria” no “snack time”, como por exemplo salgadinho e biscoito/bolacha, dificilmente comem algo saudável, mas é claro que tem as famílias mais saudáveis, que ensinam as crianças desde cedo a comer uma fruta ou iogurte.

O almoço é sempre algo prático e rápido, um lanche de queijo e presunto ou peito de frango, ou então, um cachorro-quente (elaborado só com o pão e a salsicha). Agora para as crianças, o almoço mais comum é o sanduíche de “pasta de amendoim com geléia”, parece estranho, né? Mas é o que 80% das crianças comem; mini-pizza também é bem famosa na hora do almoço.

O lanche da tarde não tem nada de diferente do lanche da manhã, sendo assim, sinto falta daquele café da tarde com um bolinho de fubá ou bolinho de chuva. Eu não tenho o hábito de jantar toda noite pelo fato de ter que ir para a faculdade, mas quando faço algo para comer, faço algo congelado, claro. Aqui é muito comum encontrar os pratos congelados no freezer das casas, muita gente nem sabe cozinhar. Tudo aqui é bem prático.

 

ELEV: Existe algum alimento ou alguma preparação exótica que te assustou e que faz parte do hábito americano?

MM: Eu acho que o mais exótico, que realmente não estamos acostumados a comer no Brasil é o tal do sanduíche de pasta de amendoim com geléia.

Michelle Mozarovska

ELEV: Você observa que o consumo de junk food (hamburguer, batata frita, hot dog, etc…) é diário?

MM: Ah sim, com certeza. Muitas famílias acostumam as crianças a comerem isso desde cedo. O engraçado é que no Brasil nos quase não vemos pessoas mais idosas indo ao Mc Donald´s, mas aqui isso acontece e muito. Comer hambúrguer e batata frita é tradição.  Eu mesma, quando estava ainda morando com a família e fazendo faculdade, quase não tinha tempo para comer, então eu passava no drive-thru do Mc Donald`s no caminho de volta pra casa e ia comendo no carro um “Dollar Menu” (um menu que eles tem que custa apenas U$ 1.00 cada item). Aqui é muito mais acessível do que no Brasil.

 

ELEV: Dentre os hábitos alimentares do americano, existe o hábito de consumir frutas, legumes e verduras? Com qual freqüência? Quais são os vegetais que você mais viu serem consumidos?

MM: Eles até consomem, mas no Brasil o consumo é muito maior. O problema aqui eu acredito que esteja no valor das coisas. Para se consumir frutas e verduras se gasta muito no supermercado.

Por exemplo um banana chega a custar quase U$1.00 em alguns lugares. É muito comum o consumo de espinafre, alface, tomate, milho-verde (que é diferente do nosso, pois é um pouco adocicado), ervilha e cenoura.

 

ELEV: Você se sente mais inchada com o consumo de junk food? Acha que tem menos disposição com essa mudança de hábito alimentar?

MM: Hoje em dia não vejo diferença, afinal, são alguns anos tendo esse tipo de alimentação. Mas para você ter uma idéia, eu engordei 9 kilos em 6 meses, assim que cheguei.

 

ELEV: Como você enxerga o americano em relação as atividades físicas e o esporte?

MM: Na minha opinião o americano não é sedentário. Eu vejo com muito mais facilidade pessoas se exercitando aqui do que no Brasil. Aqui o incentivo ao esporte começa desde cedo, diferente do Brasil.

Todas as crianças praticam algum esporte e os adultos também estão sempre praticando algum tipo de atividade física, seja correndo, caminhando, andando de bicicleta ou indo para a academia. Mas como em qualquer outro lugar, existem as pessoas que não se importam com a saúde e não praticam nada, apenas comem junk food.

hábitos alimentares americanos

ELEV: Você pratica alguma atividade física no seu tempo livre? Com que freqüência?

MM: Eu sou viciada em ir para a academia. Eu sempre freqüentei academia desde que estava no Brasil, mas depois de chegar aqui e ver que eu podia engordar, e muito, resolvi me exercitar ainda mais.

Atualmente eu estou indo para a academia 3 vezes por semana, mas as vezes só consigo ir apenas 2 vezes. Como ainda trabalho de babá alguns dias na semana, consigo me exercitar cuidando das crianças.

 

ELEV: Por último, nossa cultura é extremamente diferente do americano? Como foi essa adaptação?

MM: Sinto muito falta do Brasil, dos nossos costumes e hábitos, mas essa experiência que tive de conhecer outra cultura e vivência-la todos os dias me faz muito feliz. Acredito que não são muitas as diferenças entre essas duas culturas, por isso consegui me adaptar tão facilmente.

 

Michelle Mozarovska além do seu trabalho de au-pair está abrindo o MozaCreative, aonde cria trabalhos na área de design e comunicação.

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