A História da Farofa

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on dez. 15, 16 • por • com Sem Comentários

A História da Farofa

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A farofa é uma iguaria da culinária brasileira e está sempre presente na nossa mesa, inclusive nas ceias de final de ano.

A farofa é um prato salgado usado como acompanhamento, seu ingrediente principal é a farinha de mandioca ou a farinha de milho, ou mesmo, a junção das duas, geralmente passada na gordura e adicionada de diversos outros ingredientes, tais como: milho, bacon, ovos, linguiça defumada, cebola, banana, couve, uva passa…

Ela surgiu entre os índios, séculos antes da colonização portuguesa, sendo uma das receitas mais antigas da culinária nacional. Dizem que foi criada com o intuito de substituir o tempero nas comidas e para não sentir o gosto cru dos outros alimentos integrantes da refeição. Nessa época, comia-se com as mãos, sendo assim, a farinha tinha um papel importante também para dar liga aos alimentos.

É um alimento de baixo custo, de fácil preparo e muito comum entre os trabalhadores. Em geral, é servido acompanhado de carne, ave ou peixe. Não requer refrigeração para ser conservada, devido à sua baixa umidade. Ela vai bem num churrasco, num almoço de domingo ou mesmo nas ceias de Natal e Ano Novo. Super versátil!!! =)

Difícil conhecer um brasileiro que não goste de farofa e, quando esses resolvem morar fora do país, tentam fazer “contrabando” do mesmo, tamanha a saudade que a farofa causa, rs.

Ela é considerada um carboidrato, sendo assim, é fonte de energia. Como sua composição muda muito, nem de região para região, mas sim de casa para casa, não tem como falar com muita propriedade sobre o seu valor nutricional mas, vai depender muito dos ingredientes que ela compõe. Se colocar bacon e linguiça, obviamente será uma farofa bem gordinha mas, se conter milho, banana, cebola, couve… ela se torna mais saudável. 😉

 

Farofa: faz parte da vida dos brasileiros!

Farofa: faz parte da vida dos brasileiros!

 

Como nutri, é claro que eu tenho os meus truques para deixar essa farofa numa versão mais saudável, e cá estou aqui para compartilhar essa informação com vocês:

– Ao invés de utilizar 100% de farinha de mandioca ou de milho, você pode substituir uma parte por aveia, na versão que desejar (farinha, flocos, flocos finos…). Para quem gosta de quinoa ou amaranto em flocos, essas podem ser outras alternativas. Ah! Colocar um pouco de farinha de banana verde entre essas farinhas, também é ótimo para cuidar da saúde intestinal;

– A gordura utilizada para refogar os ingredientes junto com a farinha, pode ser o óleo de coco, que não perde suas propriedades mesmo sendo aquecido, diferente dos outros óleos vegetais. Ele também tem ação anti-inflamatória e, considerando que temos, em geral, uma alimentação inflamatória, isso é ótimo;

– Acrescentar grãos como gergelim ou mesmo semente de girassol, é ótimo para enriquecer em fibras, vitaminas, minerais e até com um pouco de proteína;

– Considerando que agora no final do ano, as castanhas ficam em alta, colocar um pouco delas levemente triturada, também é uma boa para colocar mais nutrientes na preparação, afinal, elas são fontes de gordura do bem, que auxiliam na saúde do <3;

– Temperar com alho, cebola, salsinha e/ou ainda, qualquer outra erva fresca ou seca (tomilho, orégano, alecrim, cominho…), também é ótimo, uma vez que todas essas ervas possuem ação anti-fúngica e anti-bacteriana;

– Para quem gosta de misturar sabores doces e salgados, pode colocar uva passa branca ou preta na farofa, ela tem bastante fibra, que ajuda no controle da fome, além de sua forte ação antioxidante, afastando rugas e doenças mas, se você fizer parte do movimento contra a uva passa na farofa, no arroz, no panetone, no bolo, na torta… esqueça que você leu esse item e parta para o próximo, ooooou, coloque banana no lugar, que é rica em triptofano, substancia que ajuda na sensação de bem-estar, ou ainda, damasco, que potencializa a imunidade

– Colocar itens como pedacinhos de cenoura, de pimentão, de alho-poró, milho, ervilha… só adicionará nutrientes também, manda bala;

– Se quiser colocar uma opção de proteína, fugindo de linguiças e afins, você pode pensar no ovo, que tem ótima qualidade nutricional. Ele pode ser cozido, cortado e adicionado ou pode ser um ovo mexido.

Em geral, a farofa não é o único acompanhamento da refeição, sendo assim, pode ter batata e/ou arroz, também. Pense que todos esses são carboidratos e considerando que 25% do seu prato precisa ser fonte desse nutriente, preste atenção na quantidade do que for comer. Até pode comer farofa, batata e arroz, desde que quantidades pequenas de cada um. 😉

 

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